Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/plugins/revslider/includes/operations.class.php on line 2758

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/plugins/revslider/includes/operations.class.php on line 2762

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/plugins/revslider/includes/output.class.php on line 3689

Deprecated: Function create_function() is deprecated in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/plugins/revslider/includes/framework/functions-wordpress.class.php on line 258

Deprecated: Function create_function() is deprecated in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/themes/salient/functions.php on line 4356

Warning: session_start(): Cannot start session when headers already sent in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/plugins/customer-area/src/php/core-classes/plugin.class.php on line 352

Deprecated: The each() function is deprecated. This message will be suppressed on further calls in /home/toplinef/public_html/site/wp-content/plugins/js_composer_salient/include/classes/core/class-vc-mapper.php on line 111
Notícias | TOP LINE FERRAMENTARIA

A era da produção Inteligente e função do engenheiro

By | Industria | No Comments
POR UDO UNGEHEUER – PRESIDENTE DA VDI ALEMANHA

É inegável que o novo conceito traz benefícios para a produtividade e competitividade das empresas. Entretanto, diversos detalhes ainda precisam ser tecnicamente solucionados e profissionais devem ser criteriosamente capacitados.

Se há hoje um tema significativo tanto na comunidade profissional quanto no espaço público, esse tema é a Indústria 4.0. Nós da VDI também a vemos como um tópico de extrema relevância.

Depois da introdução de equipamentos mecânicos na produção por meio da força da água e do vapor, da divisão do trabalho na produção em massa, utilizando energia elétrica, e da implementação da tecnologia eletrônica e da TI (tecnologia da informação), chegou a hora da próxima automatização da produção, a chamada “quarta revolução industrial”.

Sem dúvida, ela pertence às questões decisivas que possibilitam impulsionar a produtividade na Alemanha ao nível de excelência mundial. Mas mesmo em outros países, a Indústria 4.0 – mesmo que às vezes com outras denominações – é relevante e muito discutida.

A VDI vem contribuindo na formação da Indústria 4.0 desde o seu início. Até agora, conseguimos reunir os protagonistas dessa revolução, e discutir com eles de que maneira as profundas mudanças provindas da conexão entre as cadeias de suprimento na indústria podem transformar a nossa economia de maneira sustentável.

Ainda nos encontramos no meio deste processo, mas podemos nos animar sobre como a era da produção inteligente se desenvolverá. As possibilidades da Indústria 4.0 – alta eficiência e flexibilidade na produção, aproveitamento de novos potenciais no mercado, conservação de recursos naturais e redução de custos – são promissoras.

Há algo que já está certo: com seu know-how (conhecimento), engenheiros e engenheiras terão uma participação expressiva nessas futuras mudanças, fomentando intensamente o tema Indústria 4.0. E, assim como a tecnologia, na era digital, seu ambiente de trabalho mudará. Com a Indústria 4.0, engenheiros enfrentarão, portanto, novos desafios, que transformarão sua ocupação e seu papel na sociedade.

 

O que é Indústria 4.0? O modelo da “Casa Indústria 4.0”

Antes de explorarmos de maneira mais abrangente e focada a Indústria 4.0, precisamos entender exatamente o que ela é e o que não é. E é aqui que entra a VDI: nós desenvolvemos a “Casa Indústria 4.0”, que exemplifica a interdependência e a interdisciplinaridade desta nova fase.

Na “Casa Indústria 4.0”, redes de TI conectam, horizontalmente e em tempo real, sistemas de produção separados. Nos níveis superiores, controlam também as diferentes organizações e instrumentos de planejamento, juntamente com suas normas padrão. Verticalmente, sistemas de produção incorporados entre si são unificados a processos de gestão, constituindo, juntamente com a engenharia de sistemas de produção e a engenharia de produtos, ao longo de todo o ciclo, uma rede tridimensional de criação de valor.

A Indústria 4.0 só é possível por meio de um contínuo apoio da TI ao longo de todo o ciclo de produção. Nós precisamos, portanto, de uma “arquitetura global de referência”, que descreva como conceitos heterogêneos de software podem interagir entre si na Indústria 4.0. Mas não é somente para sistemas que a capacidade de cooperação e necessária. Indústria 4.0 significa uma interação inovadora entre os setores de engenharia de produção, elétrica, da informação e da tecnologia de comunicação.

 

O significado da Indústria 4.0 para a economia alemã

Outra razão para tamanha relevância da Indústria 4.0 é a enorme influência que ela terá sobre a economia alemã no futuro. Isso é fácil de explicar: no nosso país, a indústria tem uma imensa importância para a economia. A sua participação no Produto Interno Bruto – PIB é de 25%, sendo assim quase duas vezes maior do que a dos Estados Unidos, Japão ou França.

Mas não se deve observar a indústria isoladamente. Ela atua muito mais como motor para outros setores da nossa economia, como o comércio, os transportes, e as áreas de informação e de comunicação.

Especialmente ligado ao setor industrial está o setor de serviços vinculados à produção, que, na Alemanha, encontra-se perfeitamente alinhado com os processos produtivos.

Além disso, um novo tipo de automatização é necessário: conceitos de produção inovadores, nos quais unidades autônomas e descentralizadas montam redes de produção, são o caminho para o futuro da excelência em produção na Alemanha. E é exatamente essa a essência da Indústria 4.0. Por isso, a VDI vê na Indústria 4.0 a chance de se estabelecer com os melhores modelos de negócios possíveis, para que a Alemanha mantenha sua posição de liderança em um cenário de competitividade mundial cada vez mais acirrado.

Não podemos, em todo caso, perder de vista os desafios e os riscos inerentes à Indústria 4.0. Essa indústria é protegida pela segurança provinda da TI, e aqui também são necessários novos modelos de negócio.

Algumas pesquisas da VDI demonstraram que os riscos presentes na Indústria 4.0 estão, principalmente, em: segurança insuficiente da TI, pouca sensibilidade do comércio com dados importantes, formação ameaçadora de market share de um reduzido número de grandes companhias, falta de padronização, escassa infraestrutura de banda larga, reduzida qualificação de funcionários e parâmetros legais incertos.

 

Como podemos nos preparar para a Indústria 4.0?

O que devemos fazer, então? Primeiro, precisamos nos empenhar para assegurar nossa competitividade no âmbito internacional. Em comparação com os Estados Unidos, nos falta na Alemanha gigantes da TI como o Google, Microsoft ou Cisco. Além disso, para a formação de novos modelos de negócio, temos um tamanho de mercado insuficiente em comparação com a China e os Estados Unidos. Por isso, a criação de um mercado interno digital europeu, com redes modernas de alta velocidade e funções interoperáveis, é decisiva.

Em segundo lugar, é urgente que as empresas – principalmente as de médio porte – que ainda não apresentem um grau alto de digitalização, sejam mais fortemente integradas nesse processo, para que elas consigam descobrir novas possibilidades em seus negócios, e consigam aproveitá-las.

A competitividade internacional, em terceiro lugar, está ainda muito relacionada às questões de padronização e normatização. Para a Europa, é crucial que se definam padrões técnicos e ideias comuns entre os países, como, por exemplo, referências arquitetônicas, nomes de componentes e termos técnicos.

Em quarto lugar, a segurança no campo da TI é, ainda, a questão que mais tem demanda acumulada e necessidade de avanço, já que ainda não existem suficientes conceitos de segurança que nos protejam – tanto no campo privado como no industrial – de cyber ataques ou de espionagem pela internet.

 

Como irão mudar o trabalho e o papel do engenheiro?

Além de tudo o que nós ainda precisamos fazer para preparar um caminho de sucesso para a próxima revolução industrial, não podemos esquecer as pessoas que implementarão essa novidade: a classe dos engenheiros. O seu trabalho mudará muito na era digital – isso é certo.

No futuro, essa profissão será marcada por mais criatividade, autonomia e flexibilidade: só assim poderemos acompanhar os novos desafios que estão por vir. Independentemente de como o ambiente de trabalho irá mudar nos próximos anos, e qual será a real influência disso na Indústria 4.0, o engenheiro permanece sendo indispensável, como portador do conhecimento que possibilita a resolução de problemas técnicos, e, por isso, sendo o motor que impulsiona as inovações.Mais ainda: os engenheiros de amanhã precisa saber se promover, e, além de seu papel como especialista técnico, deve ser um gerente de inovações ainda melhor.

Gerentes de inovação não operam somente com competências técnicas, mas também interdisciplinares: elas os preparam para lidar com modernizados processos de inovação. Por meio da confluência de tecnologia de produção, técnicas de automatização e software, será possível solucionar mais problemas e incumbências profissionais de maneira ampla e flexível, em um ambiente de trabalho tecnológico, organizacional e social.

Como gerentes de inovação, os engenheiros trabalham em perfis não muito definidos, com exceção de áreas específicas mais bem delimitadas. Eles operam principalmente em partes individuais do processo produtivo, ao invés de atuar nos tradicionais pesquisa e desenvolvimento, produção, marketing e finanças. Frequentemente também trabalham de maneira inter e multidisciplinar. Por isso, o engenheiro no papel de gerente de inovação precisa conhecer bem e poder avaliar o contexto econômico no qual as inovações ocorrem.

É fascinante, como engenheiro, pensar no que virá em nossa direção na era da produção inteligente. E eu estou certo de que conseguiremos superar estes desafios e implementar com sucesso a Indústria 4.0.